A gente (até) quer!
Sim, a gente quer admitir que é muito importante ter um homem ao nosso lado, mas não fazer disso um pilar pra nossa vida;
A gente quer que eles saibam que um carinho vale mais que mil palavras, mas às vezes precisamos que eles falem;
A gente quer assumir que quando estamos apaixonadas não vivemos sem eles, mas quando eles sabem disso, pisam, fazem a gente de boba...então, é melhor não admitir;
A gente quer encontrar um amor pra vida inteira, mas também nos divertir e aprender com os errados;
A gente quer ir pra cozinha, fazer um prato especial pra eles, em uma noite especial, mas não virar “a empregada” deles;
A gente quer ficar em casa, abraçadinho, vendo um filme, mas não que isso aconteça sempre, porque a rotina pode acabar com qualquer amor;
A gente até quer ser sincera, dizer o que sente, mas poucos homens dão espaço para isso, não é?;
A gente quer, sim, querido homem. Mas às vezes vocês não merecem!
Laura Elis, 27 anos, é jornalista e mulher à procura de um homem sincero! Escreve aqui às quintas.
"Cabelo, cabeluda, descabeladaa!"
Gentem, voltei!
Vixi!! Depois de dias de insuportabilidade total – causada por uma TPM! daquelas – e de um Bad Hair Day... [ou melhor Bad Hair Month???] estou de volta!!
E a história do cabelo me rendeu alguns devaneios... e tudo porque arrisquei entregar minhas madeixas às mãos de ‘S’ – cabeleireiro indicado por, pelo menos, quatro colegas de trabalho! Explico, desde que decidi deixar meu cabelo crescer (depois de anos curto!) tenho cortado com o Marcelo – super indicado por ter ‘mãos ótimas’; praticamente mágicas! – resultado comprovado: com o corte dele meu cabelo cresceu e muuuuuito!
Pois bem, estava feliz e cabeluda, entregando as madeixas nas ‘mãos de adubo’ do Marcelo há quase um ano. Até que ‘S’ entrou na história e deu-se o triângulo amoroso – que por experiência sabemos que NUNCA acaba bem! De tanto as colegas tecerem elogios ao ‘S’, decidi testar! Claro! Depois da recomendação por garotas cacheadas!
Era uma sexta-feira. Caminhei até o salão. Entrei, procurei, aguardei, lavei e por fim, sentei na cadeirinha. Com a promessa de só tirar algumas ‘pontinhas’ e dar a assimetria necessária já fiquei feliz! Quase uma hora depois já estava liberada... e, como não sei o que acontece, porque nunca dá prá saber o resultado na hora, achei que estava ‘tudo’ bem!
Amigaa! Doce ilusão... desde que ‘S’ tocou meu cabelinho... ele murchou! Há um mês o pobre está como aquele péssimo ditado: “ou ta preso ou ta armado!”. Minguou, murchou, perdeu o brilho, ficou caidinho! O que tem me deixado profundamente irritada.
Para colocar na sessão “Coisas que homens não entendem!”: o item cabelo influencia diretamente na autoestima feminina. Alguns exemplos: outro dia uma conhecida estava voltando das férias para o trabalho, mas é claro, quis dar uma melhorada no visual depois de um mês fora. Orientada pelo cabeleireiro para usar uma determinada cor - que, segundo ele, era a mesma que ela usava sempre – mergulhou de cabeça na misturinha... não deu outra! Virou quase uma sósia da Madame Mim – sim, aquela do gibi. Quando chegou em casa e viu o estrago causado pelo Edward-mãos-de-tesoura-daltônico, pirou! Tomada pelo desespero revirou todas as lojas de conveniência abertas durante a madrugada atrás de uma solução; ou melhor, uma tinta que desse jeito na tragédia. Sim, o final dessa história foi feliz, está certo que chegou muito atrasada ao trabalho no outro dia... depois de pintar, lavar, escovar, secar durante a madrugada.
Lembrei-me também de um episódio do programa 10 anos mais jovem, enlatado exibido pelo canal Home & Health da NET, no qual a participante, que estava concluindo sessões de quimioterapia, contou como, para ela, era difícil aceitar a perda de cabelo e o quanto isso a deixou vulnerável à depressão. Essa questão também já foi tratada algumas vezes na ficção, como em alguns episódios da série Sex in the city, quando Samantha também passa por quimioterapia e na novela Laços de Família, quando a Camila, personagem de Carolina Dickmam, raspa a cabeça.
É certo que os cabelos têm grande importância na vida e imaginário feminino... quem não se lembra das longas tranças da Rapunzel, que serviam para trazer o amado aos seus braços; dos cabelos de serpente da mitológica [e medonha] Medusa e, ao mesmo tempo, das imagens dramáticas das mulheres presas em campos de concentração que tinham a cabeça raspada, anulando-lhes a própria referência feminina.
Bom, mas sem perder o foco! A TPM se foi, o inferno astral está no final e hoje, 2, estamos no início de um nova fase de lua crescente... o que significa que – após um mês de sofrimento e cabelo ruim! - vou fazer uma visita ao Marcelo... só não sei ainda qual desculpa vou dar à ele pela traição!!
Até semana que vem! UFA!
Dorothy, jornalista, trinta e uns anos, escreve aqui às terças-feiras!
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