Só no virtual
Quantas vezes você já conversou animadamente com alguém pelo MSN, Orkut, ou coisa que o valha, mas quando encontrou essa pessoa pessoalmente, não saiu nada de útil? Pois é, comigo essa cena aconteceu algumas vezes... Na última, porém, foi traumática.
No MSN era tudo lindo, ele falava muitas coisas, conversávamos sobre diversos assuntos e tals. Tudo isso me fazia acreditar que, enfim, estava no caminho certo. Mas, que nada. O primeiro encontro foi amistoso, conversamos um pouco, mas nada em especial aconteceu. Sim, estou falando de beijos e afins.
Já no segundo encontro, foi tudo muito rápido, ele com pressa e eu também, apenas nos beijamos e fomos embora, cada um para um lado. Mas cadê todo aquele charme e o clima de conquista que o papo garantia virtualmente? Se perdeu entre as tramas da rede, só pode ser.
Depois disso, o bofe me desanimou, sabe? Não gosto de pessoas que são uma coisa no virtual e outra no pessoal, me cansa. Afinal, quero alguém de verdade e não uma relação que se desenvolva mais no virtual do que no cara-a-cara!
Não sei o que acontece. Talvez não tenha vocação para encontrar um par virtualmente. Conheço pessoas que até se casaram com quem conheceram na net e outras que sempre se dão bem em salas de bate-papo, mas eu não. Nunca tive esse dom!
Repetindo a pergunta de um post anterior: tem curso pra isso?
Laura Elis, 27 anos, é jornalista e, apesar de amar a internet, não se contenta com relações puramente virtuais! Escrevo aqui às quintas-feiras.
O que pensam os homens?
Hoje falo sobre um dos mistérios mais intrigantes da humanidade: O que pensam os homens? Como assim? Vai dizer que nunca se fez essa pergunta? Toda garota que se preze já pensou nisso. E é prá tentar entender que andei fazendo uma pesquisa de campo com alguns amigos...
Segundo um desses amigos, João*, assumidamente machista, diz que está em busca de uma garota “Que não dê fácil!”. Parece mentira sabendo que esses caras estão sempre querendo tirar uma lasquinha, mas segundo João, o “homem sempre vai tentar, mas é papel da garota resistir”, e é com essa que ele quer engrenar um relacionamento sério. “Na opinião dele as mulheres estão liberadas demais e isso não é legal!”.
O amigo número 2, Pedrinho*, reclama que as garotas são muito enroladas, não tem foco, não são objetivas e que isso cansa um pouco. Ele diz que as conversas masculinas giram em torno de alguns temas principais carro, futebol, investimentos e mulheres – mas, que essas estão sempre falando da vida alheia e de superficialidades (palavras dele hein girls!). E sobre a história de não ligar no dia seguinte? Pedrinho diz que se o cara realmente está interessado liga. Mas, talvez não no dia seguinte ou no outro... pode demorar porque, segundo ele, “ao contrário da garota o homem não fica pensando só nisso.” – e nós que só faltamos escrever o nosso nome com o sobrenome deles prá ver se combina? - “Pode ter sido um encontro maravilhoso, mas para o homem foi só mais um encontro. Se ele realmente estiver interessado talvez ligue antes do próximo final de semana. Se não rolou ele pode nunca mais ligar... ou ligar quando não tiver outra companhia!” [tipo operação Tapa-buraco, sabe!?]. Ainda disse, “às vezes o cara não liga porque não dá tempo, a garota liga primeiro! Aí já sabe! Ela vai grudar!”.
Ah, Pedrinho, amigo cara-de-pau, também diz que “Mulher tem que ter cara de mulher. Não pode perder a feminilidade!”.
Como nem tudo está perdido, entre os machistas, tem alguns amigos fofos. Ricardo*, solteiro há pouco tempo, é do tipo de cara que ‘fazia de um tudo’ prá agradar a namorada – que no caso era chata – então agora está à caça. Um outro, Fred*, ‘pegador’ – do tipo que deve entender bem do ‘riscado’, afinal o celular não parava de tocar um minuto - depois de correr a lista de garotas de A a Z, finalmente se apaixonou durante uma temporada em Londres e diz que vai casar!
É gente, tô bege!! Não, não são caras de 80 anos, todos estão na faixa dos 30. Bom, diante de tudo isso, não consegui fechar uma conclusão definitiva sobre eles. Mas, pelo que tenho percebido acho que eles querem mesmo é voltar a serem homens. Sabe como? Retomando as rédeas, tendo iniciativa, ‘cortejando’ a garota... acho que no fundo eles se sentem intimidados diante de tanta liberdade...
*nomes fictícios.
Obs.: Ah, sabe aquela história de garota prá casar e garota prá transar? Pois é, parece absurdo, mas, na cabeça 'deles' ainda existe.
Dorothy, 31, jornalista, escreve às terças-feiras e é garota prá casar! Ora!!
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