Deveria ser crime
Há muitas coisas no mundo que deveriam ser crime, fora os atos que já constam no código penal. Falta de educação, por exemplo. Nestes últimos dias, fui vítima de algumas pessoas mal-educadas - justo no mês em que prometi ficar mais em paz e não discutir com ninguém. Parece que quando a gente decide fazer uma coisa, o contrário começa a acontecer só pra testar a gente, não é?
No domingo, após assistir ao Corinthians, meu time do coração, perder no Pacaembu contra o Inter, voltei para casa de metrô e, ao entrar no trem – que nem estava cheio, diga-se de passagem – uma mulher, atrás de mim, me empurrava com um pacote nas mãos (provavelmente seu presente do Dia das Mães). Respirei fundo e só olhei para trás, com aquela cara de brava. Ela imediatamente parou de me empurrar, ato desnecessário, levando-se em conta que o trem estava VAZIO.
Ao sentar no primeiro banco que avistou, quase atropelando um homem para conseguir o local, disse para os filhos pequenos: “quando eu digo pra vocês entrarem no trem é para empurrar todo mundo mesmo, porque ninguém dá licença” (aff!). Agora, eu pergunto (e me cocei muito pra não falar isso pra ela): “por acaso você pediu licença?”. Só contando até mil pra não rebater essas “dicas” que só geram violência.
Outra situação: estava aqui na net, com meu MSN online, quando sobe uma janelinha. Era uma pessoa com a qual tive contatos quando trabalhei em uma produtora, há uns três anos. Primeiro, vieram as perguntas básicas e, depois, a fatídica (aquela que ela queria saber, mas esperou um momento oportuno para perguntar): “você não namora mais?”. “Não”, disse sem dar detalhes, até porque evito falar sobre relacionamentos passados. “Mas o que aconteceu com seu amor?”. Mudei de assunto, pra ela perceber que não queria falar sobre isso. No dia seguinte, ela volta a fazer a mesma pergunta e eu, mais uma vez, mudo de assunto, já identificando aí uma certa falta de educação. Por que as pessoas querem sempre saber da sua vida pessoal, mesmo sem nunca ter participado dela?
E, para encerrar minha listinha de “agruras” que me assolaram esta semana, levei meu celular para a assistência técnica, já que ele apresentava um probleminha e ainda estava na garantia. Um dia depois, liguei para lá para saber como estava o processo e ninguém atendia ao telefone, pode? Só consegui na 15ª vez! O pior, ao atender, a menina falava por cima de mim e quando insisti de que precisava do aparelho com urgência, desligou o telefone na minha cara! Ah, rodei a baiana, virei Lady Kate, fiz reclamação na central e o diabo-a-quatro! No dia seguinte, telefonei para lá e fui atendida da forma como deveria. Tá pensando o quê? Tô pagando!
Laura Elis, 27 anos, é jornalista (e fica pê da vida com falta de educação) e escreve aqui às quintas-feiras
O Cara
Continuando a saga: homens-que-nenhuma-garota-merece, começada pela Laura, conto aqui a história de uma criatura que conheci há alguns meses.
Sabe aqueles amigos que ficam tentando juntar os ‘pobres-coitados amigos solteiros’? Pois é fui vítima deles! Uma amiga fez a típica propaganda de bastidores de mim para o amigo de infância solteiro de seu marido... e vice versa. O amigo-marido-da-amiga fez o repasse de nossos MSNs um pro outro... tava armada a cilada. Começamos a conversa on-line (cupido moderno é assim! Sabe que nesse final de semana conheci uma garota que irá se casar com um cara que conheceu pela internet?! Bom... mas, isso é outra história!) e o bate papo foi até interessante.
Dias depois marcamos de nos encontrar... o ‘encontro’ até que prometia já que fugia do circuito barzinho e cerveja... era um passeio alternativo num sábado ensolarado! Lá fui eu... ver no que ia dar (de novo caminhando pela estrada de tijolos amarelos)!
O cara – engenheiro – até que era bacaninha, apesar de narcisista, aficcionado por carros antigos, fortinho... sabe desses chegados em academia!? Mas, ai aii, não consigo me lembrar de ter dito uma frase completa... ele falava e falava... acho que aprendi tudo sobre supinos e sequências de exercícios para braços e pernas. Do quanto ele era forte no futebol e sobre motores!! ARGH! Claro que no final do encontro rolou uns beijinhos... mas não deu liga, baby! Faltou ‘sustância’...
O que sobrou do encontro? Correntes via e-mail... sabe aquelas ‘envie para quinze pessoas ou algo horrível vai te acontecer hoje’? Pois é... agora faço parte do grupo das quinze... ninguém merece!!!
Obs.: Agora estou fugindo de amigos que querem apresentar amigos... Para algumas coisas ajuda só atrapalha! Enquanto isso continuo procurando...
Dorothy, 31, jornalista, escreve às terças-feiras e segue o mantra de Dóris “Continue a nadar! Continue a nadar!”
*Galera
Pequena alteração nos dias de atualização... agora Dorothy escreve às terças e Laura Elis às quintas-feiras!
(às vezes um pouquinho antes ou pouquinho depois... Ainda não aprendemos a agendar as postagens! Ai, ai!!)
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