...e pausa também!

Queridas amigas... sim, amigas. Poucos homens passam por aqui - claro, exceto alguns meninos do Haja que já fizeram uma visita. Mas, acho que só eles. Pois é, continuando... faremos uma pausa também. Por quanto tempo??? Não sabemos! O motivo? Alguns, explico.

Primeiro, ficou meio sem sentido continuar após a desistência do Haja Saco. Começamos este blog em homenagem aos 'caras' - alternativa "com menos testosterona", como já foi citado por aqui. Segundo, eu, Dorothy, e Laura estamos um pouco sem tempo para escrever com a regularidade que gostaríamos.

Bom, "foi bom enquanto durou" mas, é mais honesto dar uma parada do que ficar deixando 'buracos' durante a semana. Se voltaremos?? Não sei ainda. Contamos depois. Por enquanto acessem nossos blogs pessoais - isso mesmo, você não está ouvindo errado! Revelaremos nossas identidades. Os nomes fictícios nos permitiam brincar, contar 'causos' etc. Mas, diante do exposto... vâmo lá! Visitem-nos em Necessaire de Pandora ou Coisas de Jornalista. Prá ficar divertido vocês mesmas podem acessar e descobrir quem é quem!

Por enquanto é isso! Valeu pela companhia de vocês! Esperamos vocês em nossos blogs!

Grande abraço!
Dorothy e Laura Elis, Haja Salto!

Estamos vivas!

Oi, queridos leitores. Como vão? Desculpem a falta de textos por aqui, mas é que tanto eu quanto a Dorothy ficamos em “deprê” com a orfandade promovida pelo HS Man. Mas tudo passa, né gente? Estamos de volta e prometemos textos bacanas para vocês sempre que a nossa criatividade deixar, ok?

O fato é que como estamos órfãs, buscamos alento em outras atividades para substituir a leitura diária do HS Man. Eu fui para a academia e a Dorothy para as aulas de tricô. E olha que ela já fez um cachecol maravilhoso!

Eu estou com as dores básicas da ginástica, mas me sentindo mais disposta para a rotina de trabalho. No primeiro dia, o professor foi bem bacana comigo, deixou que eu ficasse só na esteira e na bicicleta, mas amanhã sinto que o bicho vai pegar para o meu lado! rs

Logo eu, que sempre dizia que academia é uma coisa chata e que ficar andando sem sair do lugar era coisa de maluco, me rendi às promessas da atividade física. Afinal, quando a gente sente que os 30 estão chegando, passamos a nos preocupar com a saúde e o corpo muda muito. É mais difícil emagrecer.

Pra me animar, também vou fazer natação. Assim ganho condicionamento físico e aprendo a nadar! Então, galera, mande vibrações positivas para que eu consiga ter força e ir à academia todos os dias, ok? Afinal, já diria o MC: “pra dançar o créu tem que ter disposição”.

  Laura Elis, 27 anos, é jornalista (e novata na academia) e escreve aqui às quintas-feiras.

RIP!

 

Se pensou que o título tinha algo a ver com a partida do Michael Jackson se enganou!! Trata-se de uma outra notícia bombástica: o Haja Saco chegou ao fim! Sério!! Babau, subiu no telhado, bateu com as dez, abotoou o paletó, foi comprar cigarro e nunca mais voltou, fechou as portas! Isso mesmo, o Haja Saco!! Aquele blog dos cinco jornalistas que inspirou esse aqui! [Vai dizer que nunca reparou que o estilo do logo é o mesmo, o endereço, o nome e a forma de postagem são semelhantes?!].

 

O Haja Saco, que apelidamos carinhosamente de HS men, é praticamente o pai do Haja Salto! O HS girls foi uma espécie de homenagem, ao mesmo tempo alternativa menos calórica; light, com 0% testosterona! Se é que você me entende!!! Assim como ‘eles’ postavam suas percepções e dramas do universo masculino, optamos pelo lado Pink da vida; o complexo mundo feminino. Sim, o ponto de vista de cima do salto*! [*segundo algumas teorias símbolo de poder; que simboliza o próprio pênis. - Ops! Posso escrever isso nesse horário?].

 

Mas, acredito que posso dizer por todas nós - Laura Elis, nossa colunista da quinta-feira e Mercedes, nossa ex-colunista que volta e meia faz uma visita e deixa um comentário, mas sempre vai fazer parte daqui - , sentiremos falta do HS men. E dos cinco... e seus textos bem sacados, brilhantes (mesmo aqueles posts dos dias mais machistas, ilusórios, românticos, pé-na-jaca. Migué, psicodélicos, grossos, ou “pede uma coca-cola quando a garota diz eu te amo!”éeee Marc, estamos de olho!!). Bacana também era acompanhar o segundo texto do dia... aquele escrito coletivamente; em grande parte por uma penca de mulher solteira doida prá tirar uma lasquinha de um deles! Siiiiim, mulheres gostam de caras que escrevem bem [artigo raro hoje em dia!].

 

Meu sentimento de hoje é de que o Haja Salto ficou meio órfão; avariado! Sabe quando o salto enrosca no buraco da calçada e fica todo arranhado?? Dá uma frustração né?? Pois é, é um sentimento parecido... Agora que os meninos se foram... o que vai ser de nosso blog??

 

Bom, cada um sabe quando é hora de mudar de caminho; traçar uma nova rota! Fazer novos planos! Aos meninos que nos inspiraram o HS girls só pode desejar boa sorte – seja qual for o caminho que escolherem trilhar daqui prá frente! HAJASAQUIANOS mandem notícias...

 

Buenas!

 

Dorothy escreve às terças-feiras. ["Sim, estou atrasada... já avançam alguns minutos da quarta-feira! Aaaaaiii, eu estou tentando virar uma garota pontual... uma hora consigo! Tenho fé!"]

Pessoas impacientes e grossas: o que fazer com elas?

Sou o tipo de pessoa que não su-por-ta gente impaciente, mal-educada e grossa. Se está de mau humor, ficasse em casa, ué! Não sou obrigada a agüentar as crises de chatice e sessão de grosseria de ninguém, meu bem.

É por isso que nesses momentos, sigo os conselhos de uma amiga e faço cara de cebola! Se a pessoa é grossa, não me rebaixo ao nível dela porque não vale a pena. Porque cada um dá aquilo que tem, né gente?

Tem gente que é tão grossa que causa aquela sensação de vergonha alheia, sabe? Aí eu fico pensando na mãe da criatura, que passou nove meses carregando o ser humano, tendo enjôos e todas as coisas descritas no texto abaixo por Dorothy, para que, quando adulto, ela se tornasse isso!

Não que as pessoas grossas e impacientes não tenham nada de bom, não é isso? Mas também não demonstram nada além desse lado ruim, então como vou descobrir?

Gente mal-educada, então, me causa náuseas! Custa dizer as palavrinhas mágicas: obrigada, por favor, com licença...? Acho que não, né?

Custa esperar outro trem e não empurrar as pessoas que estão na frente? Custa abaixar o volume da música do seu celular em locais públicos, porque ninguém é obrigado a gostar de funk, rap ou sertanejo?

Eu ainda tenho esperança de que as pessoas serão melhores no futuro. E se assim não acontecer, será difícil viver neste mundo, viu?

 Laura Elis é uma moça educada e espera que as pessoas sejam também! Escreve aqui às quintas.

Ahhhhh, a maternidade!

 

Amigas, mesmo correndo o risco de receber uma saraivada de críticas vou admitir! A maternidade não é tão incrível assim!

Vai dizer que sou a única que pensa assim? Claro que não, é que nem todas admitem!!

Você engorda, a barriga vai esticando – ao mesmo tempo em que a roupa deixa de servir – os pés incham, a pele coça. Falta posição prá dormir – porque o barrigão ocupa espaço. Muitas mulheres, mães, passam pela depressão durante a gravidez por causa das mudanças hormonais e físicas, além das dúvidas e dilemas que ronda a maternidade nos dias de hoje.

Sinceramente, tenho agonia quando vejo um barrigão de grávida. Me dá arrepios, parece que vai explodir. E quando nasce um bebê? todo mundo diz que é lindo! Pura mentira! Todos os bebês têm cara de joelho – e não se parecem com ninguém, muito menos com os avós. Está certo que são lindos mesmo assim!

Mas, há alguns dias, vi uma imagem que me chocou! Uma amiga me encaminhou uma foto de uma amiga dela, mãe de gêmeos. Enquanto a mãe estava sentada numa praia, as duas crianças, de uns dois anos, em pé mamavam na mãe. Aiii! Que agonia!

E ainda tem as mães que acham que nós, mulheres sem filhos, temos que ser obrigadas a participar de situações íntimas infantis, como, por exemplo, peitos para fora – durante a amamentação em lugares públicos, inclusive no transporte – sem paninhos, fraldas ou qualquer outra coisa cobrindo; trocas de fétidas fraldas em espaços compartilhados... situações impostas aos com ou sem filhos do local.

Adoro crianças, tenho sobrinhos incríveis, quero ser mãe um dia... mas, vá lá!! Não dá prá dizer que tudo é lindo, maravilhoso. Será que ser mãe é realmente padecer no paraíso??? Mas, que paraíso?

 

Dorothy escreve às terças-feiras.

Quando foi que o celular virou desculpa prá falta de educação?

 

Como pode?? Nesse mundo cada vez mais caótico, desde que o telefone celular foi alçado à condição de ‘acessório’ indispensável para o ser humano, reuniões, palestras, almoços e afins nunca mais foram os mesmos! E, não bastasse o incômodo de toques estrondosos, irritantes e de péssimo gosto, as pessoas deixam você falando sozinha prá ficar ao celular... você está, mas ao mesmo tempo não está ali, sabe como?

 

O fim da picada mesmo é quando o aparelho dá o ar da graça em reuniões de trabalho... Esse tipo de interrupção é o cúmulo da falta de educação (Só é justificável se for uma emergência, urgências médicas ou um retorno aguardado! Fora isso...). Nessas situações faço questão de deixar o meu celular no silencioso. Seja o que for, com certeza poderá esperar alguns minutos. (E, claro, a medida não adianta nada se a pessoa tira o som, mas atende e cria uma conversa paralela... lamentável!) E, não bastasse a praga das ligações, agora tem também os aparelhos que recebem e-mail... você passa a ser ignorado enquanto a pessoa fica lá, lendo, rindo, enviando, aparelho apitando... Onde trabalho tem um cidadão que carrega o seu IPhone para onde vai e ‘SE’ sente. O status que o aparelho dá é proporcional à falta de educação de quem o porta (de portar)!

 

E palestras então? Eu, que sofro de ‘vergonha alheia’, fico roxa quando a orquestra toca na plateia. Pobres palestrantes vítimas da tecnologia!! Talvez pior que o escândalo da campainha de mau gosto – Sim, geralmente combina com o grau de etiqueta do portador!! – é quando a pessoa abaixa a cabeça (como se adiantasse) e começa “OI, TÔ NUM EVENTO. NÃO POSSO FALAR AGORA!!”... Carpaccio, então porquêeee, Meu Deus, não desligou?!

 

Possibilidade de comunicação em qualquer lugar, a qualquer hora é o máximo! Mas, acho um saco você estar, ou achar que deve estar, obrigatoriamente, 100% conectado o tempo todo (ou alguém esperar isso de você). Se estiver aí na dúvida: Não, você não deve! Você pode desligar o seu amigo de vez em quando! Yes, you can!  Tudo bem, se for tão difícil assim, só deixa mudo. Mas, pelo Amor, tenha bom senso. Ser escravo da tecnologia não é desculpa prá falta de educação... E nem precisa perguntar prá tia Glória. Com certeza ela vai te dizer que isso é péssimo!!

Obs.: Isso vale pro Twitter também - nova sensação dos modernos de plantão. Você não precisa dizer o que 'Está fazendo!" durante apresentações, desfiles, reuniões, e por aí vai!

 

 

 Dorothy, jornalista, escreve às terças-feiras. Excepcionalmente, nessa semana que, num troca-troca com Laura, ficou com a quinta!

 

 

 

Futebol e rock - eu curto!

Esta semana redescobri um dos poucos prazeres que sempre tive: ouvir rock clássico até cansar. O mais engraçado é que nunca me canso. Porém, uma coisa me espantou neste fim de semana, durante um encontro com amigos de muitos anos (e bota muitos nisso).

Primeiro, os rapazes do grupo se surpreenderam quando perceberam que eu a minha amiga falávamos de futebol com conhecimento de causa, citando nomes, regras e inclusive as posições dos times na tabela.  “Não acredito que vocês gostam tanto assim de esporte! E eu sempre procurei mulheres que gostassem e nunca encontrei”, soltou um deles.

Depois, este mesmo amigo se espantou mais uma vez com suas amigas quando falamos de rock. Comecei a me achar a mulher perfeita e nada invisível! rs

No final do encontro, combinamos que vamos ver jogos de vôlei, futebol e, claro, show de rock clássico!  Futebol e rock são coisas de mulher, sim! Por que não?

Realmente, eu não sabia desta preferência masculina. Acho que é porque estamos acostumados com os esteriótipos da sociedade, tipo: mulher não gosta de futebol e homem não gosta de cozinhar. Isso não é regra e nem deveria ser! Viva a diferença! Agora, eu quero um homem que saiba cozinhar...acho que rola uma troca, não acham?

 Laura Elis, 27 anos, é jornalista (e fanática por futebol e rock) e escreve aqui ou terça ou quinta! Desculpem a falha na última semana!

I will survive!!

 

Oi. Sim, sou eu. Estou aqui de novo. Não amarelei, não!! Putz! Na real? Ainda não estou 100%... achei que, pós-término de inferno astral, eu estaria acelerada... mas, que nada! Continuo numa fase ‘fechada pra balanço’... mas, não podia furar de novo por aqui, né! Tava ficando feio prá minha reputação!!

 

Pois bem, continuando a saga mulher-solteira-reclama-mas-procura – o que alguns homens teimam em dizer que se trata de loucura-pós-trinta! ‘Consenso’ masculino que realmente não tenho a mínima ideia de onde saiu, mas que também não convém perguntar. Já que você sabe... cérebro masculino é terra de ninguém! – acabei de passar por uma SEXTA-FEIRA, 12! Não, não é um filme. Mas, pensando bem, até que daria um título interessante, né!?

 

Pois bem, estou eu numa fase na boa, solteira, feliz e saltitante... até o derradeiro Dia dos Namorados. O primeiro sozinha depois de um longo namoro. Gentem! Não imaginava que a pressão fosse tão grande!! Alguma coisa mudou ou, só agora, em fase alone, é que senti o baque?! Se não bastasse a publicidade cercando de todos os lados – e em todas as mídias possíveis. Até e-mail marketing recebi me parabenizando (Pelo quê?) – e a invasão de corações vermelhos em todas as vitrines – das lojas às farmácias – eu, solteira, me senti meio ET transitando entre casaizinhos (tãnãnãnãnãn...) de mãos dadas e trocando saliva em público (Argh!). Sabe que essa overdose de ‘maçã do amor’ me deu até uma tristezinha básica na sexta-feira!? Onde compro um namorado temporário, please!

 

Pior não foi isso!! Sabe aquela pergunta que mulheres solteiras de todas as idades têm se questionado: Onde estão os homens??? Acho que foi respondida no domingo... era só olhar para a Parada Gay nas ruas do Centro da cidade!! É lá que eles estão, baby! Por mais trágico que pareça! Por Deus, nada contra os Gays!!! Mas, uma bela fatia dos homens - acima de 30, solteiros, com pegada e intelectualmente apto - está lá. Para a tristeza de nós, mulherada solteira.

 

E, em tempo, espremidinho entre o dia 12, Dia dos Namorados, e o dia 14, Parada Gay em São Paulo, estava lá o dia 13 de junho, do pobre Santo Antônio. Cada vez mais atolado em cartinhas, pedidos de casório - que não param de crescer na mesma medida em que sua matéria prima (homens e mulheres capacitados para um relacionamento) migua! Será que a crise mundial chegou aos relacionamentos?? Ecaa!! – e simpatias que insistem em afogar o pobre. Santo Antônio está tão perdido quanto nós, coitado! Ele até me confidenciou que já pensa em fazer um curso de mergulho... diante do cenário atual, é mais fácil aprender a viver emborcado no copo do que desencalhar a rapaziada! Sorry!!

 Dorothy, 32, escreve às terças-feiras - às vezes um pouquinho antes ou depois!!

De bode!

Olá, queridas! Já que a Dorothy furou conosco na última terça-feira, vamos ao texto desta quinta-feira. Não que eu esteja inspirada para escrever algo (e eu não tô mesmo), mas vamos tentar, né?

Tô de bode, gente! Minha última semana não foi das mais fáceis, mas vamos levando. O problema são sempre ELES, confusos e nos fazendo sofrer. Como disse no último texto, a gente quer ser sincero, se entregar ao amor, mas no final das contas, acaba se machucando.

São raras as histórias que acabam bem, com o casal “feliz para sempre”. Quando eu era adolescente, achava que era mais fácil manter um relacionamento e sonhar com o casamento. Hoje vejo que é tudo mais difícil!

Tenho uma amiga que me disse: “Por que eu não nasci na Índia? Seria prometida desde a infância, o que me evitaria o estresse de procurar um marido, afinal os pais sempre sabem o que é bom pra gente”.

Eu não concordo com ela, não, mas até acho que antigamente as pessoas tinham mais chances de encontrar um bom marido, alguém que quisesse algo sério. Hoje em dia, esta espécie está em extinção ou será que estamos procurando nos lugares errados? Alguém me dá uma luz?

Já um outro amigo me disse: “Namorado a gente não procura, acontece”. Isso é bem verdade! Parece que procurar afasta a ala masculina de nós.

Mas eu quero algo sério! Por favor, homens de plantão: mandem seus currículos resumidos, vou abrir processo seletivo, já! rsrsrs

 Laura Elis, 27 anos, é jornalista e escreve aqui às quintas-feiras.

A gente (até) quer!

Sim, a gente quer admitir que é muito importante ter um homem ao nosso lado, mas não fazer disso um pilar pra nossa vida;

A gente quer que eles saibam que um carinho vale mais que mil palavras, mas às vezes precisamos que eles falem;

A gente quer assumir que quando estamos apaixonadas não vivemos sem eles, mas quando eles sabem disso, pisam, fazem a gente de boba...então, é melhor não admitir;

A gente quer encontrar um amor pra vida inteira, mas também nos divertir e aprender com os errados;

A gente quer ir pra cozinha, fazer um prato especial pra eles, em uma noite especial, mas não virar “a empregada” deles;

A gente quer ficar em casa, abraçadinho, vendo um filme, mas não que isso aconteça sempre, porque a rotina pode acabar com qualquer amor;

A gente até quer ser sincera, dizer o que sente, mas poucos homens dão espaço para isso, não é?;

A gente quer, sim, querido homem. Mas às vezes vocês não merecem!

 Laura Elis, 27 anos, é jornalista e mulher à procura de um homem sincero! Escreve aqui às quintas.

"Cabelo, cabeluda, descabeladaa!"

 

Gentem, voltei!

Vixi!! Depois de dias de insuportabilidade total – causada por uma TPM! daquelas – e de um Bad Hair Day... [ou melhor Bad Hair Month???] estou de volta!!

 

E a história do cabelo me rendeu alguns devaneios... e tudo porque arrisquei entregar minhas madeixas às mãos de ‘S’ – cabeleireiro indicado por, pelo menos, quatro colegas de trabalho! Explico, desde que decidi deixar meu cabelo crescer (depois de anos curto!) tenho cortado com o Marcelo – super indicado por ter ‘mãos ótimas’; praticamente mágicas! – resultado comprovado: com o corte dele meu cabelo cresceu e muuuuuito!

 

Pois bem, estava feliz e cabeluda, entregando as madeixas nas ‘mãos de adubo’ do Marcelo há quase um ano. Até que ‘S’ entrou na história e deu-se o triângulo amoroso – que por experiência sabemos que NUNCA acaba bem!  De tanto as colegas tecerem elogios ao ‘S’, decidi testar! Claro! Depois da recomendação por garotas cacheadas!

 

Era uma sexta-feira. Caminhei até o salão. Entrei, procurei, aguardei, lavei e por fim, sentei na cadeirinha. Com a promessa de só tirar algumas ‘pontinhas’ e dar a assimetria necessária já fiquei feliz! Quase uma hora depois já estava liberada... e, como não sei o que acontece, porque nunca dá prá saber o resultado na hora, achei que estava ‘tudo’ bem!

 

Amigaa! Doce ilusão... desde que ‘S’ tocou meu cabelinho... ele murchou! Há um mês o pobre está como aquele péssimo ditado: “ou ta preso ou ta armado!”. Minguou, murchou, perdeu o brilho, ficou caidinho! O que tem me deixado profundamente irritada.

 

Para colocar na sessão “Coisas que homens não entendem!”: o item cabelo influencia diretamente na autoestima feminina. Alguns exemplos: outro dia uma conhecida estava voltando das férias para o trabalho, mas é claro, quis dar uma melhorada no visual depois de um mês fora. Orientada pelo cabeleireiro para usar uma determinada cor - que, segundo ele, era a mesma que ela usava sempre – mergulhou de cabeça na misturinha... não deu outra! Virou quase uma sósia da Madame Mim – sim, aquela do gibi. Quando chegou em casa e viu o estrago causado pelo Edward-mãos-de-tesoura-daltônico, pirou! Tomada pelo desespero revirou todas as lojas de conveniência abertas durante a madrugada atrás de uma solução; ou melhor, uma tinta que desse jeito na tragédia. Sim, o final dessa história foi feliz, está certo que chegou muito atrasada ao trabalho no outro dia... depois de pintar, lavar, escovar, secar durante a madrugada.

 

Lembrei-me também de um episódio do programa 10 anos mais jovem, enlatado exibido pelo canal Home & Health da NET, no qual a participante, que estava concluindo sessões de quimioterapia, contou como, para ela, era difícil aceitar a perda de cabelo e o quanto isso a deixou vulnerável à depressão. Essa questão também já foi tratada algumas vezes na ficção, como em alguns episódios da série Sex in the city, quando Samantha também passa por quimioterapia e na novela Laços de Família, quando a Camila, personagem de Carolina Dickmam, raspa a cabeça.

 

É certo que os cabelos têm grande importância na vida e imaginário feminino... quem não se lembra das longas tranças da Rapunzel, que serviam para trazer o amado aos seus braços; dos cabelos de serpente da mitológica [e medonha] Medusa e, ao mesmo tempo, das imagens dramáticas das mulheres presas em campos de concentração que tinham a cabeça raspada, anulando-lhes a própria referência feminina.

 

Bom, mas sem perder o foco! A TPM se foi, o inferno astral está no final e hoje, 2, estamos no início de um nova fase de lua crescente... o que significa que – após um mês de sofrimento e cabelo ruim! - vou fazer uma visita ao Marcelo... só não sei ainda qual desculpa vou dar à ele pela traição!!

 

Até semana que vem! UFA!

 

 Dorothy, jornalista, trinta e uns anos, escreve aqui às terças-feiras!

Deu branco!

Queridos
Não tivemos post novos esta semana! Mas, não foi nada grave... apenas colunistas às voltas com problemas femininos. Aí já viu né!
Voltaremos na próxima semana!
Grande abraço!
A Redação.

Em tempo! Quando damos o 'ar da graça' por aqui? Dorothy às terças e Laura Elis às quintas-feiras!

Só no virtual

Quantas vezes você já conversou animadamente com alguém pelo MSN, Orkut, ou coisa que o valha, mas quando encontrou essa pessoa pessoalmente, não saiu nada de útil? Pois é, comigo essa cena aconteceu algumas vezes... Na última, porém, foi traumática.

No MSN era tudo lindo, ele falava muitas coisas, conversávamos sobre diversos assuntos e tals. Tudo isso me fazia acreditar que, enfim, estava no caminho certo.  Mas, que nada.  O primeiro encontro foi amistoso, conversamos um pouco, mas nada em especial aconteceu. Sim, estou falando de beijos e afins.

Já no segundo encontro, foi tudo muito rápido, ele com pressa e eu também, apenas nos beijamos e fomos embora, cada um para um lado. Mas cadê todo aquele charme e o clima de conquista que o papo garantia virtualmente? Se perdeu entre as tramas da rede, só pode ser.

Depois disso, o bofe me desanimou, sabe? Não gosto de pessoas que são uma coisa no virtual e outra no pessoal, me cansa. Afinal, quero alguém de verdade e não uma relação que se desenvolva mais no virtual do que no cara-a-cara!

Não sei o que acontece. Talvez não tenha vocação para encontrar um par virtualmente. Conheço pessoas que até se casaram com quem conheceram na net e outras que sempre se dão bem em salas de bate-papo, mas eu não. Nunca tive esse dom!

Repetindo a pergunta de um post anterior: tem curso pra isso?

 Laura Elis, 27 anos, é jornalista e, apesar de amar a internet, não se contenta com relações puramente virtuais! Escrevo aqui às quintas-feiras.

O que pensam os homens?

 

Hoje falo sobre um dos mistérios mais intrigantes da humanidade: O que pensam os homens? Como assim? Vai dizer que nunca se fez essa pergunta? Toda garota que se preze já pensou nisso. E é prá tentar entender que andei fazendo uma pesquisa de campo com alguns amigos...

 

Segundo um desses amigos, João*, assumidamente machista, diz que está em busca de uma garota “Que não dê fácil!”. Parece mentira sabendo que esses caras estão sempre querendo tirar uma lasquinha, mas segundo João, o “homem sempre vai tentar, mas é papel da garota resistir”, e é com essa que ele quer engrenar um relacionamento sério. “Na opinião dele as mulheres estão liberadas demais e isso não é legal!”.

 

O amigo número 2, Pedrinho*, reclama que as garotas são muito enroladas, não tem foco, não são objetivas e que isso cansa um pouco. Ele diz que as conversas masculinas giram em torno de alguns temas principais carro, futebol, investimentos e mulheres – mas, que essas estão sempre falando da vida alheia e de superficialidades (palavras dele hein girls!). E sobre a história de não ligar no dia seguinte? Pedrinho diz que se o cara realmente está interessado liga. Mas, talvez não no dia seguinte ou no outro... pode demorar porque, segundo ele, “ao contrário da garota o homem não fica pensando só nisso.” – e nós que só faltamos escrever o nosso nome com o sobrenome deles prá ver se combina? - “Pode ter sido um encontro maravilhoso, mas para o homem foi só mais um encontro. Se ele realmente estiver interessado talvez ligue antes do próximo final de semana. Se não rolou ele pode nunca mais ligar... ou ligar quando não tiver outra companhia!” [tipo operação Tapa-buraco, sabe!?]. Ainda disse, “às vezes o cara não liga porque não dá tempo, a garota liga primeiro! Aí já sabe! Ela vai grudar!”.

 

Ah, Pedrinho, amigo cara-de-pau, também diz que “Mulher tem que ter cara de mulher. Não pode perder a feminilidade!”.

 

Como nem tudo está perdido, entre os machistas, tem alguns amigos fofos. Ricardo*, solteiro há pouco tempo, é do tipo de cara que ‘fazia de um tudo’ prá agradar a namorada – que no caso era chata – então agora está à caça. Um outro, Fred*, ‘pegador’ – do tipo que deve entender bem do ‘riscado’, afinal o celular não parava de tocar um minuto  - depois de correr a lista de garotas de A a Z, finalmente se apaixonou durante uma temporada em Londres e diz que vai casar!

 

É gente, tô bege!! Não, não são caras de 80 anos, todos estão na faixa dos 30. Bom, diante de tudo isso, não consegui fechar uma conclusão definitiva sobre eles. Mas, pelo que tenho percebido acho que eles querem mesmo é voltar a serem homens. Sabe como? Retomando as rédeas, tendo iniciativa, ‘cortejando’ a garota... acho que no fundo eles se sentem intimidados diante de tanta liberdade...

*nomes fictícios.

 

Obs.: Ah, sabe aquela história de garota prá casar e garota prá transar? Pois é, parece absurdo, mas, na cabeça 'deles' ainda existe.

 Dorothy, 31, jornalista, escreve às terças-feiras e é garota prá casar! Ora!!

Deveria ser crime

Há muitas coisas no mundo que deveriam ser crime, fora os atos que já constam no código penal. Falta de educação, por exemplo. Nestes últimos dias, fui vítima de algumas pessoas mal-educadas - justo no mês em que prometi ficar mais em paz e não discutir com ninguém. Parece que quando a gente decide fazer uma coisa, o contrário começa a acontecer só pra testar a gente, não é?

No domingo, após assistir ao Corinthians, meu time do coração, perder no Pacaembu contra o Inter, voltei para casa de metrô e, ao entrar no trem – que nem estava cheio, diga-se de passagem – uma mulher, atrás de mim, me empurrava com um pacote nas mãos (provavelmente seu presente do Dia das Mães). Respirei fundo e só olhei para trás, com aquela cara de brava. Ela imediatamente parou de me empurrar, ato desnecessário, levando-se em conta que o trem estava VAZIO.

Ao sentar no primeiro banco que avistou, quase atropelando um homem para conseguir o local, disse para os filhos pequenos: “quando eu digo pra vocês entrarem no trem é para empurrar todo mundo mesmo, porque ninguém dá licença” (aff!). Agora, eu pergunto (e me cocei muito pra não falar isso pra ela): “por acaso você pediu licença?”. Só contando até mil pra não rebater essas “dicas” que só geram violência.

Outra situação: estava aqui na net, com meu MSN online, quando sobe uma janelinha. Era uma pessoa com a qual tive contatos quando trabalhei em uma produtora, há uns três anos. Primeiro, vieram as perguntas básicas e, depois, a fatídica (aquela que ela queria saber, mas esperou um momento oportuno para perguntar): “você não namora mais?”. “Não”, disse sem dar detalhes, até porque evito falar sobre relacionamentos passados. “Mas o que aconteceu com seu amor?”. Mudei de assunto, pra ela perceber que não queria falar sobre isso. No dia seguinte, ela volta a fazer a mesma pergunta e eu, mais uma vez, mudo de assunto, já identificando aí uma certa falta de educação. Por que as pessoas querem sempre saber da sua vida pessoal, mesmo sem nunca ter participado dela?

E, para encerrar minha listinha de “agruras” que me assolaram esta semana, levei meu celular para a assistência técnica, já que ele apresentava um probleminha e ainda estava na garantia. Um dia depois, liguei para lá para saber como estava o processo e ninguém atendia ao telefone, pode? Só consegui na 15ª vez! O pior, ao atender, a menina falava por cima de mim e quando insisti de que precisava do aparelho com urgência, desligou o telefone na minha cara! Ah, rodei a baiana, virei Lady Kate, fiz reclamação na central e o diabo-a-quatro! No dia seguinte, telefonei para lá e fui atendida da forma como deveria. Tá pensando o quê? Tô pagando!

  Laura Elis, 27 anos, é jornalista (e fica pê da vida com falta de educação) e escreve aqui às quintas-feiras

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